Identificar a colônia
Mapeamos os gatos de rua, os protetores locais e os riscos de cada território.
Há quatro décadas, a ONG Oito Vidas realiza um trabalho que é, por direito, dever do Estado. Cuidamos de mais de 200 vidas, garantindo saúde, castração e a dignidade que a nossa Constituição Federal exige.
Mas hoje, enfrentamos o nosso maior desafio. O imóvel que nos acolhe foi solicitado pelo proprietário e não temos para onde levar nossos animais. Aos 75 anos, nossa fundadora Lilian Queiroz continua na linha de frente, mas precisamos de um suporte que vá além do voluntariado.
Buscamos parcerias, emendas parlamentares e o apoio da sociedade civil para garantir uma sede própria por merecimento e necessidade. Proteger os animais não é ideologia, é fazer valer a lei.
Defendemos os animais com unhas e dentes. Lutamos por um futuro melhor para todos eles — no bairro, na cidade, no país.
A Oito Vidas nasceu no Rio de Janeiro do trabalho da fundadora Lilian Queiroz e da advogada Cristina Palmer. Cuidamos de animais de rua, aqueles excedentes urbanos abandonados à própria sorte. Nosso sonho é simples e difícil: que os seres humanos tratem com respeito e compaixão todos os vivos deste planeta.
Enquanto isso não acontece, trabalhamos para que cada animal abandonado ou vítima de maus-tratos tenha uma nova chance. Uma nova vida.
Dizem que o gato tem sete vidas. Os abandonados têm oito.
A oitava é a que começa com a nossa vontade de dar a eles mais uma chance. Só depende de nós.
Gatos vivem em colônias. Se uma é removida, outra ocupa o vazio. Por isso o nosso método não é recolher para esconder: é cuidar onde a vida já está.
Mapeamos os gatos de rua, os protetores locais e os riscos de cada território.
A comunidade precisa entender que o animal de rua também tem direito a uma vida sem sofrimento.
Esterilização, alimentação e cuidado veterinário. Sem isso, a colônia cresce — e adoece.
Filhotes e gatos dóceis vão para um lar. Os demais permanecem no território, já castrados e acompanhados.
As necessidades são constantes. Qualquer valor vira cuidado. Precisamos também de uma sede própria — por merecimento e por necessidade.
Aos 75 anos, Lilian Queiroz segue na linha de frente. O que nos falta não é vontade: é suporte que vá além do voluntariado.
Filhotes correm mais risco na rua. A adoção responsável abre espaço para resgatar o próximo.
Escreva para adote.oitovidas@gmail.com e conte sobre a sua casa.
Ração, medicamentos, areia, transporte e lar temporário sustentam o dia a dia. Cães, coelhos e outros bichos também passam por nós — e precisam de um lar até a adoção.